Minhas versões de Beyblade e Ben 10 em forma de bolo

Uma das coisas mais desafiadoras para mim, na hora de fazer a decoração de um bolo, é criar a partir de um personagem de desenho animado. Eu gosto de desenho animado e assisto – morro de saudades do Bob Esponja diário, gosto das meninas do Monster High e é claro, do Chaves, que não é desenho, mas assisto desde sempre.

Mas é uma coisa complicada, pois envolve uma entidade com nome, logo e personalidade próprios, que certamente a criança para quem o bolo será feito conhece de olhos fechados. E o bolo tem que ser uma peça que represente ao máximo todas estas características, pois o aniversariante precisa olhar e saber na hora que personagem está ali, feito de açúcar em cima do bolo.

Por isso, tive alguns calafrios quando precisei criar um bolo com o tema Beyblade, um desenho animado que conta a história de competições entre piões super incrementados, com poderes e características únicas. Obviamente que estes piões foram transformados em brinquedos de plástico e eu soube que existem competições na vida real com as Beyblades.

O primeiro bolo do post foi feito para um destes meninos que adoram e participam dos campeonatos de Beyblade: o João Pedro. Juro que no início, não sabia o que fazer. Eu sabia somente que ele gostava de um modelo de Beyblade, a Fang Leone, esta abaixo.

Olhei a imagem desta Beyblade durante longos períodos, pensei muito, até que decidi fazer o bolo em forma de Fang Leone.

Não vou mentir: deu trabalho, pois ela tinha várias alturas e texturas diferentes, mas acho que consegui. Veja a referência visual que eu tinha na imagem de cima, e o bolo, logo embaixo:

Mas o maior desafio era esperar a reação do aniversariante. Mesmo confiante com o bolo que fiz, fiquei ansiosa pelo momento em que o João iria vê-lo pela primeira vez. Pra minha surpresa, ele veio buscar o bolo com o pai. Bang! O julgamento seria na minha frente.

Abri a caixa e olhei pra cara dele… e o que eu vi me encheu de uma mistura de alegria e alívio: ele arregalou os olhos, abriu a boca, e não falou nada, mas ficou com uma cara de estupefato! Yes! I rock!

A mãe do João depois me ligou pra dizer o quanto ele chegou feliz e que queria abrir a caixa e ver o bolo a todo momento. Agradeço muito por ela ter compartilhado isso. Acho que ninguém fica mais feliz com uma criança feliz por causa de um bolo do que a pessoa que criou e fez este bolo. Ficou muito confuso? A conclusão é que eu fiquei mais feliz que ele!

O segundo bolo é o do Gabriel, com o tema Ben 10. Eu sabia que Ben 10 é um menino que tem um relógio com o poder de transformá-lo em dez tipos de alienígenas, cada um com um poder diferente para enfrentar os inimigos. Sabia que todo mundo reconhece o Ben 10 facilmente, mas a única coisa redonda do desenho é o relógio.

O bolo iria viajar em uma caixa com a tampa fechada, por isso fazer um Ben 10 modelado seria arriscado. Resolvi então fazer o relógio do Ben 10, mas queria colocar o personagem. Afinal, o aniversariante iria fazer apenas 5 anos, achei que ele reconheceria mais rapidamente o próprio Ben 10, e um bolo na forma do relógio não teria o impacto que eu queria.

Recorri à minha Cricut Cake e lá fui desmembrar a figura do Ben 10 com seu relógio… Salve  Professora Ana Elisa Salinas e suas dicas para domar a Cricut! Deu trabalho, mas ficou parecido.

 

 

Acabei fazendo um bolo com o formato do relógio do Ben 10, com o personagem recortado dentro do relógio. O aniversariante gostou muito! E muito mais a boleira, feliz do outro lado da cidade!

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Sorbet de morango e framboesa – porque eu comprei uma sorveteira!!

Veja como a vida é esquisita. Quando eu tinha um emprego formal, ganhava o meu dinheiro e comprava roupas, sapatos… comida eu comprava, mas só porque eu precisava me alimentar. Tá certo, eu chegava todo dia tarde em casa, trabalhava o dia todo e muitas vezes no fim de semana e feriados, e precisava me vestir todos os dias pra trabalhar. Comida e comer eram detalhes preenchidos com muitos pratos prontos congelados… e potes daquela marca de sorvete bacana, importado, mas só quando estava na promoção.

Tinha um sabor deste sorvete, um sorbet de framboesa, bem difícil de achar, que eu gostava muitíssimo. Como era difícil de achar, muito mais difícil era achá-lo na promoção. Então este era um sabor que eu só provava de vez em quando, nas raras ocasiões em que ia na sorveteria da marca, lá nos Jardins.

Muitos anos se passaram, deixei os empregos formais (ou eles me deixaram) e parti para o mundo do comer e comer. Hoje, fazendo um paralelo com a situação que descrevi no começo do post, não como mais comida pronta congelada e todo dinheiro que ganho é usado para comida e seus acessórios maravilhosos. Há alguns anos, nunca imaginaria que eu pudesse deixar de comprar uma calça e uma blusa pra comprar uma sorveteira portátil! Pois foi o que eu fiz recentemente.

Comprei uma sorveteira porque estava em oferta e decidi não ser mais refém de promoção de sorvetes importados. Quando eu ainda morava com minha irmã, ela tinha uma sorveteira igual à que eu comprei e fizemos sorvete duas vezes. O sabor era maravilhoso, mas ficou muito líquido. Acabamos achando que a máquina era fraca e ficou por isso mesmo. Enfim, minha irmã se mudou e levou a sorveteira… e não tentei mais fazer sorvete, mas não deixei de comprar os sorvetes importados em promoção. Até que pensei muito, olhei muito a oferta e decidi comprar a máquina.

Fiquei bem receosa de tudo dar errado de novo, mas agora tenho um arsenal de livros de culinária, muitos com receitas de sorvetes caseiros. Li todas e principalmente as dicas, pois a receita eu já tinha escolhido: um sorbet de cranberry, do livro “Falling Cloudberries” de Tessa Kyros.

Quer dizer, a receita era de cranberry, mas substituí por framboesas e morangos, pois eu tinha as duas frutas congeladas em casa. Minha esperança era de que o resultado final fosse parecido com meu sorbet preferido, comprado e caríssimo.

A receita: Cranberry Sorbet

  • 5 xícaras ou 780 gramas de cranberries frescas ou congeladas, ou frutas vermelhas frescas ou congeladas (aí entrou minha intepretação da receita)
  • 1 e 1/2 xícara de açúcar
  • 3 e 1/2 xícaras de água

Estas eram as medidas da receita original, mas eu tinha apenas 360 gramas de morangos e framboesas congeladas e não estava a fim de comprar mais (afinal, dá que a receita não dá certo, não é?). Então fiz uma intrincada série de contas envolvendo porcentagens e regras de três e cheguei às medidas proporcionais à quantidade de frutas que eu tinha:

  • 360 gramas de frutas vermelhas
  • 1/2 xícara + 3 colheres (sopa) de açúcar
  • 250 ml de água

Coloque todos os ingredientes em uma panela e leve ao fogo até ferver.

Deixe ferver por 10 minutos, mexendo de vez em quando.

Apague o fogo, e deixe esfriar um pouco. (Eu deixei na panela por 20 minutos)

Bata a mistura no liquidificador e passe por uma peneira.

Uma dica importante é deixar esfriar a mistura e levá-la ao congelador por no mínimo 1 hora para que fique bem gelada, antes de colocar na sorveteira. Recado pra minha irmã: “Lu, foi aqui que erramos! A gente colocou a mistura morna na máquina!”

A minha ficou assim:

Segundo as instruções da sorveteira, a tigela da máquina deve ser lavada e colocada no congelador no dia anterior ao uso. A minha estava há 3 dias congelando.

A hora da verdade: segundo o manual de instruções:

Colocar a tigela congelada sobre a base da sorveteira;

Encaixar a pá misturadora, com a parte redonda para cima;

Colocar a tampa sobre a base e travá-la.

Plugue na tomada e chave no ON. Despejar a mistura pelo buraco no alto da tampa e deixar rodar por 20 minutos.

Começou assim:

Depois de 10 minutos:

Antes de completar os 20 minutos, já estava assim!!!

É importante colocar em um recipiente limpo e seco, apertando a massa com uma espátula ou colher para não deixar espaços com ar. Ao ser colocado no congelador, neste espaço se formarão cristais de gelo, alterando o sabor e textura do sorbet.

Não resisti e coloquei numa taça pra provar. Cremosidade: 10

O mais importante: o sabor… 10 também! Melhor do que eu esperava! Confesso que dada a quantidade de água na receita, pensei que ia ficar com um sabor fraco, mas ficou perfeito! Igual àquele que eu comprava! E com apenas 3 ingredientes… Adorei!

 

Não comprei a calça e nem blusa novos, mas não vou mais precisar mais sair de casa em busca de promos de sorvete!

Outra dica importante é, na hora de guardar, colocar um plástico, pode ser filme, encostado no sorbet ou sorvete, antes de colocar a tampa e levar ao freezer. Ajuda a evitar a formação de cristais de gelo sobre o sorvete. 

 

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Annnggrrrryyyyy Birds!!!

Este post é mais visual que qualquer outra coisa. Na verdade, eu o fiz para registrar um bolo que fiz na semana que passou: bolo com decoração dos Angry Birds.

Eu gosto de videogames, sou nintendista, adoro o Donkey Kong e ainda faço um bolo decorado com o meu amado gorila dos games. Mas este bolo foi para o aniversário de um casal de gêmeos – Raphael e Isabella. Os nomes dos aniversariantes, assim como a palavra Parabéns, foram cortados com a ajuda da minha querida Cricut Cake.

 

Eu queria que o bolo tivesse o colorido dos jogos dos pássaros nervosos, e imaginei reproduzir do meu jeito o cenário na lateral do bolo.

Obviamente, não poderia deixar de colocar no topo do bolo os pássaros modelados com pastilhagem e um porco verde soterrado. Como o ninho é uma peça importante para o jogo, fiz um para colocar as velinhas. O estilingue – que obviamente não funcionava pois era de pastilhagem – também não podia faltar.

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I´m Back! Completando um ano de blog!

Mil perdões. Mil perdões. Sei que faz muito tempo desde o último post. Sei que é quase imperdoável. Mas é que estive realmente muito atarefada e não conseguia  nem pegar em meu amados livros (inclusive em alguns novos!) muito menos fazer uma receita com calma.

Mas o blog completou um ano, mesmo com este enorme intervalo sem ser alimentado. Juntamente com os dois anos dos meus gêmeos favoritos e mais fofos que conheço – o Guilherme e o Eduardo. E eu estive lá pra arrumar a mesa e compartilho os detalhes com vocês.

Há mais ou menos um ano, os meninos completaram um ano e meu primeiro post foi para a festa deles. Nada mais justo que colocar a festa de dois anos no primeiro aniversário do blog. O bolo para o blog será feito futuramente e compartilhado aqui.

Eles adoram os palhaços Patati e Patatá – que obviamente foram o tema da festa. Felizmente é fácil encontrar peças para decorar festas com os palhaços e pude fazer plaquinhas de identificação dos doces com eles (e com o CorelDraw)…

o painel de fundo e a toalha…

Agora o bolo – a única coisa que comprei pronta foi a velinha. A inspiração foi o cenário do programa deles, com o fundo amarelo, detalhes que lembram uma cobertura de chocolate com confeitos por cima e no chão ondulações em verde no rodapé.

Os pirulitos brancos e vermelhos e a cortina vermelha também são do cenário. Coloquei um pouco de azul e branco para dar uma quebrada no amarelo e vermelho, também para fazer referência às roupas de um dos palhaços. (Desculpe, eu não sei com certeza se é o Patati ou o Patatá. Acredito que o azul e branco é o Patati). E, é claro, os dois palhaços modelados em pastilhagem por esta que digita estas linhas.

A lembrancinha foram caixinhas com um pão de mel. A etiqueta foi feita por mim e o CorelDraw!!! Metade das caixinhas foram amarradas com fitinhas verde e vermelho e a outra metade, azul e branco – mais uma vez, numa referência às roupas dos palhaços.

E para não dizer que não produzi com açúcar durante minha ausência, algumas fotos de bolos e doces que fiz neste intervalo ausente:

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Para Lucas – a festa dos Pokémons

Mais uma festa de uma criança que conheço desde que nasceu.

O Lucas é um menino lindo e bonzinho, fez 10 anos e adora videogame, e por causa dos jogos, também adora Pokémon. Portanto, sua festa tinha que ter os bichinhos.

O problema era que não existem mais enfeites de festa do tema, e tive que improvisar. Confesso que fiquei bem preocupada com a mesa. Eu queria muito que tivesse bastante referência aos Pokémons.

Procurei imagens do tema na internet e…

enfeitei forminhas com o logo do Pokémon…

fiz doces em forma de pokebolas, com o nome do aniversariante escrito com bico de confeitar…

fiz pokebolas para identificar os doces…

 

enfeitei colherinhas e a base para copinhos com imagens de Pokémons…

e não tinha a mínima idéia do que fazer com o bolo. Só sabia que ia ter uma pokebola no topo com o nome do aniversariante e a vela, e uns três Pokémons de pastilhagem, e já tinha até escolhido quais, mas a decoração do bolo foi uma grande dúvida…

até que fui dar uma volta no quarteirão pra espairar e a ideia surgiu…

encher o bolo com o logo e os Pokémons preferidos do Lucas com tudo pintado à mão, com pincel e corante gel!!!

Pintei inicialmente todos os logos, quatro por andar, todos do mesmo tamanho, e completei os espaços entre os logos com Pokémons escolhidos pelo aniversariante – dois por andar alternados.

Deu trabalho, mas fiquei bem contente com o resultado. Fiquei até bem orgulhosa, pois achei bem bonito. Eis como ficou:

Mas minha maior preocupação era tudo passar pela aprovação do aniversariante. Foi uma mistura de alegria e alívio quando o Lucas entrou no salão e disse: “Uau!!” Ele chegou perto da mesa e começou a falar o nome dos Pokémons que via, enquanto eu só sorria. Eu estava feliz.

O banner que a mãe dele comprou, a toalha de mesa e o arco de balões ajudaram muito na beleza da mesa, mas acho que uma festa é isso mesmo, não é? Uma combinação de esforços para que uma criança se sinta especial – e uma doceira, feliz com a sensação de dever cumprido.

Feliz aniversário Lucas e um beijo!

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Para meu amigo Raphael, que me fez mudar de ideia sobre o doce de leite

Confesso que nunca gostei muito de doce de leite. Sempre achei muito doce, tinha um tremendo preconceito. Então, sempre que era obrigada a optar por sabores de algum doce, sorvete ou coisa adocicada, o doce de leite era minha última opção. Fugia mesmo. Tá certo que tem coisas, como o bem casado, que não pode ter outro recheio a não ser o doce de leite, mas nunca foi uma coisa que me apetecia.

Aí é que entra um amigo meu, Raphael, designer gráfico competentíssimo, que AMA doce de leite. Pelo fato de ser uruguaio e conhecer os doces de leite mais sensacionais do planeta, ele sempre tentou me convencer que nem todo doce de leite é dulcíssimo e há muito tempo queria me fazer experimentar o doce de leite Conaprole. Mas sempre resisti. Até hoje.

Acontece que ontem vi o programa Brasil no Prato, da chef Carla Pernambuco, do restaurante Carlota, e ao me contagiar com sua desenvoltura numa receita maravilhosa de Camarão na Moranga com Manga e Água de Coco, fiquei com vontade de experimentar uma receita do livro As Doceiras, de autoria da Carla com Carolina Brandão.

Não entendi por quê escolhi a receita de Petit Gâteau de Doce de leite do Carlota, dado que não gosto de doce de leite, mas acredito que foi uma tentativa minha de comer doce de leite de uma outra maneira e assim começar a gostar um pouco mais dele. Além do mais, este petit gâteau do Carlota é bem famoso e a foto no livro é linda.

Hoje de manhã fui ao supermercado comprar doce de leite (único ingrediente que não tinha em casa) e vi o Conaprole, tão amado pelo Rapha. Senti que era um sinal de que meu post desta semana tinha realmente que ser o Petit Gâteau de Doce de Leite do Carlota.

Um parêntese: experimentei o doce de leite Conaprole. O Raphael realmente está coberto de razão. É um doce diferente dos que já comi. Escuro e encorpado, é doce na medida, não traumatiza ninguém com sua doçura. Ah, se eu tivesse comido este doce de leite quando era criança!

Voltando: esta é uma receita rapidíssima e leva poucos ingredientes e super acessíveis. Segue a minha versão da receita, com medidas que usei. (a receita do livro rendia 6 porções, muito maior que o número de comensais aqui de casa. Reduzi a receita pela metade.)

  • 100 g de doce de leite cremoso
  • 50 g de manteiga
  • 1 ovo
  • 1 gema
  • 2 colheres (sopa) de farinha de trigo
  • 2 colheres (sopa) açúcar
  • manteiga para untar

Acenda o forno a 200º. Unte as forminhas com manteiga. (eu usei forminhas para empada grandes, com 6,5 cm de diâmetro. rendeu 4 bolinhos.) Peneire a farinha e o açúcar e reserve.

Leve ao fogo a manteiga e o doce de leite até que derretam e a mistura fique homogênea. (quando a manteiga derreteu, desliguei o fogo e mexi até que o doce e a manteiga ficassem incorporados. Não queria que queimassem).

Coloque o doce de leite numa tigela e acrescente o ovo e a gema. Não bata, só misture até tudo ficar homogêneo.

Acrescente o açúcar e a farinha e misture bem de novo, sem bater. A mistura deve ficar homogênea.

Distribua a massa entre as forminhas e leve ao forno por 8 minutos.

Retire do forno e desenforme imediatamente. (dada minha experiência anterior com o Fondant de Chocolate, eu sabia que o petit gâteau deve ficar cozido nas bordas e líquido no centro da forma. Depois de 8 minutos, os meus bolinhos estavam exatamente assim).

Eu desenformei da seguinte maneira: passei uma faquinha com cuidado na borda do bolinho e coloquei a forminha sobre um prato (transparente, na foto à esquerda) e sobre a boca da forminha, coloquei o prato para servir emborcado (foto do centro)…

e virei o conjunto de cabeça pra baixo, tirei o prato transparente e a forminha com cuidado…

e servi com sorvete de creme, como recomendado pela receita!

O sabor, para mim, foi uma surpresa das boas. Muito boas. O sabor do doce de leite domina todo o paladar, mas nada é doce demais (acho que a qualidade do doce ajuda neste momento). O sorvete dá uma quebrada no calor do bolinho e na doçura do seu recheio líquido, tudo fica muito gostoso. Tanto que comi dois de uma só vez!

Meus sinceros parabéns e toda admiração à Carla Pernambuco e Carolina Brandão. Receita sensacional – rápida e deliciosa. E meu reconhecimento, mais uma vez, ao meu amigo Rapha, juntamente com uma recomendação: você tinha razão! E faz esta receita pra Juliana! Beijos.

 

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Bolo de semolina com calda de água de rosas – mas espere esfriar antes de comer

Adoro os livros da Tessa Kyros. Parecem tijolos de tão robustos, mas são lindos demais -coloridos, cheios de desenhos, efeitos decorativos, observações da autora sobre as receitas e fotos muito bonitas. Tenho só dois dos cinco livros que ela já publicou, que são meus xodós.

Já fiz algumas receitas dos dois livros, mas aqui no blog só publiquei uma experiência minha – a panacota de chocolate do livro Apples for Jam, e posso garantir: as receitas da Tessa nunca me decepcionaram. Por isso, para este post escolhi fazer o ‘Bolo de semolina e iogurte com calda de água de rosas’, do livro Falling Cloudberries – a World of Family Recipes.

 

Segundo Tessa, é uma receita típica do Chipre e tem apenas dois ingredientes diferenciados: farinha de amêndoas e água de rosas. Rápido e simples de fazer, o bolo é molhado com a calda enquanto ainda está quente, o que agiliza seu preparo. O difícil é esperar que ele esfrie para só depois comê-lo!

Eis a receita com minhas observações:

para o bolo:

  • 112 g de manteiga em temperatura ambiente
  • 1 xícara de açúcar
  • 1 xícara de iogurte integral (eu usei quase dois potinhos de iogurte Paulista)
  • 1 colher (sopa) água de rosas
  • 3 claras
  • 3 gemas
  • 1/2 colher (chá) de raspas de casca de limão (eu não tinha limão e usei a laranja de sobrou da receita do post anterior. Ficou igualmente bom)
  • 1 xícara farinha
  • 1 xícara semolina
  • 2 colheres (chá) fermento em pó
  • 1/2 xícara de farinha de amêndoas

Acenda o forno a 180º. Unte uma forma quadrada de 22,5 cm (eu não tenho uma forma deste tamanho, então assei o bolo em uma forma nº 1. Deu certo).

Peneire a farinha, semolina e o fermento em uma tigela. Acrescente a farinha de amêndoas e reserve.

Bata as claras em neve e reserve.

Na tigela da batedeira, bata a manteiga e o açúcar até que a mistura fique clara e fofa.

Acrescente o iogurte, a água de rosas, as gemas e raspas de limão e bata mais um pouco.

Tire a tigela da batedeira e misture as farinhas peneiradas.

Acrescente as claras em neve delicadamente e misture até que fique homogêneo.

Distribua a massa na assadeira e leve ao forno por 45 minutos, ou até que o bolo esteja com uma bela coloração dourada.

Tire do forno e deixe esfriando na própria assadeira.

Enquanto isso, prepare a calda.

para a calda de água de rosas:

  • 1 xícara de açúcar confeiteiro
  • 1 xícara de água
  • 1 colher (chá) água de rosas

Numa panelinha, coloque todos os ingredientes e leve ao fogo. Deixe ferver por 5 minutos.

Despeje a calda ainda quente sobre o bolo também quente. Espere esfriar e sirva.

Tessa sugere que este bolo, depois de completamente, frio, seja servido com um sorvete não muito doce. Obviamente que eu comi com o sorvete que tinha na geladeira, de creme.

Me surpreendi com a maciez. Achava que por ser amanteigado, seria muito mais firme.

O sabor também me surpreendeu. Não sei se pela semolina, ou a farinha de amêndoas ou a calda, este bolo é bem saboroso. Aquele tipo de saboroso em que não se sabe o que tem no bolo e fica-se tentando adivinhar qual o ingrediente secreto.

O sorvete, sem dúvida, se torna um acompanhante especial. Confesso que comi o bolo morno com o sorvete. Fica delicioso, mesmo não sendo esta a indicação. Uma observação: o bolo quente ou morno fica muito doce, então o melhor mesmo é esperar esfriar completamente. De qualquer maneira, um bolo delicioso.

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Mais uma da Julia Child… bolo de laranja

Nesta semana, fiz mais uma receita do Mastering the Art of French Cooking, da sensacional Julia Child. Acho incrível como a maioria das receitas deste livro pedem ingredientes simples, e resultam em coisas tão bacanas como o crème brulee e este bolo de hoje – o Gâteau à l´orange – ou bolo de laranja.

 

São apenas cinco ingredientes – açúcar, farinha, ovos, suco e raspas de laranja – e um pouquinho de sal. A receita sugeria uma forma redonda para assar o bolo, mas decidi fazer em uma forma com furo no meio, pois não ia rechear nem nada. Queria ver se o bolo era bom mesmo puro, sem ajuda de ninguém. Foi uma grata surpresa, confesso. Bom, segue a receita, com minhas observações.

GÂTEAU À L´ORANGE

  • 114 g de açúcar cristal
  • 4 gemas
  • 1/4 xícara de suco de laranja coado
  • raspas da casca de uma laranja
  • 100 g de farinha
  • 4 claras
  • uma pitada de sal
  • 1 colher (sopa) de açúcar

Preaqueça o forno a 180º. Unte e enfarinhe uma forma redonda de 22 cm. (eu usei uma forma com furo no meio de 24 cm de diâmetro. Deu certo, só tive um pouco de trabalho pra desenformar, pois ela era canelada. Acho que em uma forma lisa sairia mais fácil.)

Sempre que uma receita pede claras em neve e gemas batidas com açúcar, eu bato primeiro as claras em neve. Fiz isso neste bolo, pois Julia dizia para começar batendo as gemas e só lá pelo fim da receita, bater as claras. Por isso deixo todos os ingredientes separados com antecedência, o que agiliza todos os batimentos. Desta maneira, posso deixar as claras batidas e elas não murcham. E eu não preciso lavar duas vezes o batedor, já que para bater claras perfeitamente o batedor precisa estar limpo e seco.

Bata as claras em neve com a pitada de sal até espumar bastante. Neste momento, acrescente a colher de açúcar e bata bem até que as claras fiquem bem firmes. Reserve.

Em outra tigela da batedeira, bata as gemas com o açúcar cristal até que fique bem claro e fofo. (note que eu usei o batedor com um pouquinho de clara em neve grudada, pois não faz diferença no resultado final.)

Acrescente as raspas de laranja e o suco de laranja. Bata de novo até que a mistura fique leve e espumante.

Coloque a farinha e mexa bem.

Acrescente à mistura de gemas metade das claras em neve reservadas. Misture delicadamente e quando estiver bem homogêneo, acrescente o resto das claras. Misture bem.

Distribua a massa na forma e leve ao forno…

por 25 a 30 minutos, ou até que o bolo passe no teste do palito. (na receita original, Julia diz que o tempo aproximado de forno é de 30 a 35 minutos. O meu bolo ficou por 25 minutos e quase queimou. O tempo foi menor pois a forma era de furo no meio.)

Deixe o bolo esfriar um pouco, passe uma faquinha para soltar o bolo da forma e vire-o sobre uma grade.

Quando o bolo estiver totalmente frio, Julia sugere polvilhar açúcar de confeiteiro sobre ele.   Foi o que eu fiz.

Minhas impressões sobre o gâteau a l´orange: é uma massa muitíssimo leve e fofa. É tão macia que parece um colchãozinho. É um pão de ló de laranja. Bem diferente das massas amanteigadas, que proporcionam bolos mais firmes.

O sabor é muito bom. Apesar de levar pouco suco de laranja, o sabor e aroma de laranja são flagrantes, o que me surpreendeu positivamente. Uma delícia de bolo. Diferente daqueles bolos de laranja de padaria, mas vale a pena. Mais uma reverência à Julia Child e suas receitas maravilhosas…

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Potinhos de chocolate na medida para a vontade de comer um doce

Gosto de chocolate. Gosto de receitas rápidas e fáceis de fazer. Portanto, gosto ainda mais quando receitas são rápidas, fáceis e feitas com chocolate. Comprei a revista Living, da Martha Stewart de fevereiro. A capa é linda, cor de rosa, e dentro tem a receita que segue, que me deixou hipnotizada.

O “Chocolate Pots de Crème” é bem simples de fazer, o que mais demora é esperar esfriar e o tempo de geladeira. Mas vale a espera.

Os ingredientes são fáceis de achar, e pode ser feita em duas xícaras como a Martha recomenda. Eu fiz em três copinhos refratários de 90 ml. Segue a receita, com minhas observações.

  • 1/2 xícara + 2 colheres (sopa) de creme de leite fresco
  • 1/2 colher (chá) café solúvel
  • 1/4 colher (chá) extrato de baunilha
  • 50 g (1/4 xícara) de chocolate meio amargo picado
  • 1 gema de ovo grande
  • 1 colher (chá) açúcar

Preaqueça o forno a 170º. Em uma panela, leve o creme de leite, o café solúvel e a baunilha ao fogo até que o creme ferva. Desligue o fogo.

Coloque o chocolate picado em uma tigela e despeje sobre ele o creme de leite fervendo e vá mexendo devagar até que o chocolate esteja derretido. Reserve.

Em outra tigela, coloque a gema e o açúcar e misture bem. Sobre as gemas, vá despejando aos poucos o creme de leite com chocolate (ainda quente) misturando sempre.

Quando a mistura estiver homogênea, passe por uma peneira sobre um recipiente com bico e deixe esfriar.

Distribua a mistura em potinhos refratários. (na receita, Martha recomenda colocar em duas xícaras. Coloquei em três copinhos de 90 ml que podem ir ao forno).

Coloque os potinhos em um refratário ou assadeira e coloque água fervente. (eu coloquei a assadeira sobre outra assadeira para facilitar na hora de levar ao forno, porque o conjunto fica muito quente.). Cubra tudo com papel alumínio e fure bastante o alumínio. (eu furei com faca, mas eu deveria ter feito buracos maiores. Na hora de tirar o papel alumínio, veio um bafo quentíssimo na minha mão).

Leve ao forno aquecido por 25 minutos. Quando estiver cozido e firme, deixe esfriar bem por mais ou menos 1 hora e leve à geladeira por 4 horas.

Uma vez que o creme está bem gelado, sirva. Experimentei e estava uma delícia. Sabor de chocolate bem pronunciado e por isso só já é o suficiente para mim.

Fiquei intrigada pois o sabor me lembrava um outro doce que eu já tinha provado. Pensei um pouco e lembrei da Panacota de chocolate da Tessa Kyros. Lembra, mas não é exatamente igual. Como dizia o sr. Miyagui, do filme Karatê Kid, “igual, mas diferente”.

A receita de hoje leva menos ingredientes e é mais simples de fazer. É perfeita para aquela vontade de comer um doce. Até porque você não precisa esperar gelar. Mas a panacota também é deliciosa. Conclusão: são parecidos e deliciosos – os dois. E valem a pena – os dois.

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Bomba de baunilha – bem simples e rápida de fazer!

Bomba é mais um daqueles doces que eu acreditava ser muito difícil de fazer e que exigiria truques e equipamentos que eu não conheço. Gastei muito dinheiro em padaria e doceria comendo bombas alheias até que um dia resolvi tentar para presentear um primo meu. Confesso que não botava muita fé que ia dar certo, mas ficou uma bomba de massa muitíssimo leve, uma coisa.

 

Por isso, resolvi fazer de novo para o post de hoje. Poucos ingredientes, tanto para o creme, quanto para a massa. Tudo muito rápido e simples, sem exigir nenhum equipamento específico. É uma receita trabalhosa, mas fácil de fazer.

Foi tirada do livro Cozinha Passo a Passo: Confeitaria, da Larousse.

É um livro bem bonito e em português, mas o mais importante é que a receita de bomba é boa. Segue a receita. Fiz primeiro o creme, para que pudesse esfriar bem.

creme de confeiteiro:

  • 250 ml de leite
  • 3 gemas
  • 50 g de açúcar
  • 25 g de farinha de trigo
  • 1 colher (sopa) extrato de baunilha

Ferva o leite em uma panela. Desligue e reserve.

Coloque as gemas e o açúcar em uma tigela e bata até que o açúcar se dissolva e tudo vire um creme espesso.

Acrescente a farinha no creme de gemas e açúcar. Mexa bem.

Coloque metade do leite fervente sobre o creme de gemas, mexendo bem.

Devolva o creme misturado com leite para a panela e leve ao fogo, sem parar de mexer, até que o creme engrosse bem. Desligue o fogo e acrescente a baunilha. Mexa bem.

Coloque o creme em uma tigela para esfriar. Cubra imediatamente com filme plástico, encostando o plástico em toda a superfície do creme. Isso evita que se forme aquela ‘nata’ ou película grossa de creme. Quando esfriar, leve à geladeira.

 

massa:

  • 120 ml de água
  • 50 g de manteiga cortada em cubos
  • 1 colher (café/1ml) de sal
  • 75 g farinha de trigo
  • 2 ovos

Acenda o forno a 220º. Forre uma assadeira baixa com papel manteiga. Reserve.

 

Em uma panela, coloque a água, a manteiga e o sal até que a manteiga derreta e a mistura comece a ferver.

Assim que ferver, tire a panela do fogo e acrescente a farinha de uma só vez e misture bem até que a mistura vire uma bola, se desprendendo dos lados da panela.

Acrescente um ovo de cada vez, misturando bem a cada adição.

Coloque a massa em um saco de confeitar. Pode ser com ou sem bico. Eu coloque o bico 1A, da Wilton.

Com o saco de confeitar, forme tiras de massa de aproximadamente 10 cm de comprimento sobre o papel manteiga, deixando espaço entre elas. (A minha rendeu 14 bombas).

Leve ao forno por cerca de 20 minutos, até que as bombas cresçam, soltem aroma e fiquem douradas. As bombas devem ficar com uma casca firme ao toque, não podem estar moles. Retire do forno e deixe esfriar um pouco. Em seguida, com uma espátula, descole as bombas do papel manteiga com cuidado. (é mais fácil retirar as bombas do papel manteiga enquanto ainda estão quentes.)

Quando esfriarem, corte as bombas ao meio.

Com um saco de confeitar com o mesmo bico 1A, recheie as bombas. O meu recheio ficou um pouco mole, como se pode ver na foto. Reserve tudo e faça uma cobertura

cobertura:

Faça uma calda grossa usando 6 colheres de açúcar confeiteiro e um pouco de água. Deve ficar uma calda bem grossa.

Pegue uma bomba por vez, vire-a para baixo e molhe a parte de cima na calda. Deixe secar. A minha ficou meio rala, ficou pingando e não formou uma cobertura bonita.

Mas o sabor… delicioso! Bomba não é uma coisa muito bonita, mas a massa desta é muito leve. O doce fica delicado e possível de se comer muitos de uma só vez.

 

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